
Ora, estava eu na dúvida entre ver os "Gatos Fedorentos", ou o filme "
The Others"...
Comecei por ver os "Gatos"... era uma série antiga que não me estava a prender a atenção.
Mudei!
Mas que ideia a minha...bolas!!! Lá me pus a ver o filme, cheio de suspense, cheio de espíritos, mortos e afins...
CREDOOO!!!
Sim, tenho medo. Confesso! Até tenho medo do escuro...bem sei que é um sentimento parvo mas, para além de me provocar um bater mais rápido do coração, deixa-me com uma sensibilidade extrema e um nevoeiro de raciocínio, onde nem consigo descrever a quantidade e o tipo de pensamentos que numa fracção de segundo me deixa quase imóvel e aterrorizada...mas a verdade é que tenho. Assumo, tenho muito medo do escuro.
A minha querida Tia Nini, uma vez disse-me para assobiar no escuro, pois deixava de ter medo. Tentei. Não resulta!
Assim como aquela música,
"no escurinho do cinema, chupando drops de anis..."Até gosto muito da música...cinema, rebuçados...
escurinho, ainda passa!...Agora, ESCURO?!?!
Na realidade eu deveria era ter medo dos vivos, e não dos espíritos que podem aparecer no escuro. Os vivos é que nos podem fazer mal...e muito.
Temos a nossa família, os nossos amigos, os conhecidos e depois vêm os outros...
Os outros é que torna tudo isto muito complicado... e se de amigos passam a outros...ui!
Mas eu até tenho muita sorte! No que toca no assunto família e amigos, sou uma privilegiada!!!
Tenho seguramente os melhores pais do mundo. Isto para não falar da minha irmã!
Mas vou falar...é a miúda mais querida e prestável que conheço. Atura-me como ninguém!
É generosa, amável, muito emotiva, sensível e com um sentido de humor extraordinário.
É sem dúvida uma miúda muito inteligente!
Digo miúda, pois para mim, ela sim, é uma menina...
Agora os outros....
Como é possível que nos deixemos enganar tanto pelos outros?
Os outros têm a cara do desconhecido, fazem-nos crer que um dia poderão ser nossos amigos.
Só acredita quem quer... mas onde fica o nosso discernimento quando nos deixamos levar pelas aparências, pelas sensações que os outros nos causam, pelas palavras adequadas ao momento, pelas supostas e interpostas acções??...
Outra questão que me intriga é, porque motivo os outros na sua globalidade e no seu todo, têm supostamente uma importância desmedida, se quando analisados individualmente, não têm relevo absolutamente nenhum?...
Fui ao dicionário e pesquisei "outros". O resultado da minha pesquisa foi:
"do
Lat.
alteru.
pron.
indef., diferente; que não é o mesmo; diverso; o seguinte; um novo; igual; semelhante; s. m., (no
pl. ) a outra gente; (no
pl. ) o próximo. "
Assim, o outro é
diferente daqueles que consideramos,
não é seguramente
o mesmo , ou já seria um familiar ou amigo, é
diverso e será sempre
o seguinte, ou mesmo o último da fila!
Um novo elemento que se aproxima de nós,
igual ou
semelhante a tantos outros...Os outros são sem dúvida a
outra gente, o
próximo que está muito longe.
Os outros são os outros...são coisa quase nenhuma!